Existem muitos exames que são fundamentais para as crianças e que todas precisam fazer, principalmente nos primeiros dias de vida.

Entre eles está o teste do pezinho, um exame feito logo nos primeiros dias de vida, que pode ajudar a identificar possíveis possíveis doenças e assim auxilia o pediatra no diagnóstico e tratamento.

Os resultados desse exame são importantes, pois caso seja identificado alguma doença, o médico pode de forma rápida iniciar o tratamento e diminuem as possibilidades da criança ter problemas de saúde mais graves causados por patologias como hipotireoidismo congênito, doença falciforme e fibrose cística.

Aqui no blog já falamos sobre quais os cuidados necessários com o bebê e as crianças – Check-up infantil: as crianças precisam fazer?

Neste post vamos falar mais sobre esse exame e como ele pode ajudar no cuidado com a saúde do bebê.

O que é teste do pezinho?

O teste do pezinho, é um exame feito a partir da coleta de uma pequena quantidade de sangue (duas gotinhas) do calcanhar do bebê.

Como comentamos logo no início, ele permite identificar e impedir o desenvolvimento de doenças genéticas ou metabólicas. Doenças que podem desencadear deficiências cognitivas e até mesmo comprometer a qualidade de vida da criança.

O exame chegou aqui no Brasil na década de 70, trazido pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), com o objetivo de identificar a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito.E teste se tornou obrigatório em todo o território nacional em 1992.

Atualmente, o teste do pezinho básico (vamos explicar mais sobre isso mais a frente) é obrigatório por lei em todo o todo o país. Algumas cidades, inclusive, não permitem que a criança seja registrada se não tiver feito o exame

Quem deve fazer o exame?

Como comentamos no tópico anterior, todos os bebês recém-nascidos devem fazer o teste do pezinho. Ele precisa ser feito após as primeiras 48 horas do nascimento e até o 5º dia de vida.

É importante esperar esse período porque algumas doenças podem não ser detectadas nas primeiras horas de vida do bebê.

O resultado do exame  pode demorar até 30 dias, mas geralmente, fica disponível em uma semana. Caso exista  alguma alteração, uma nova coleta precisa ser feita para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Quais doenças o exame pode identificar?

Atualmente, a versão básica do exame, detecta seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase.

Existem mais outras duas versões do exame, a chamada de Mais, que identifica a possibilidade de mais quatro doenças, além das mencionadas na versão básica, que são a deficiência de G-6-PD, galactosemia, leucinose e toxoplasmose congênita.

A terceira versão do teste é chamado de Super, que pode identificar até 48 patologias.

Separamos uma lista com um resumo sobre as principais doenças que podem ser identificadas na versão básica do exame. Confira:

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Fibrose cística

É identificada quando acontece o aumento da viscosidades das secreções, o que gera infecções respiratórias e gastrointestinais. Ataca pulmões e pâncreas.

Fenilcetonúria

Ela é causada pela deficiência no metabolismo do aminoácido fenilalanina. O acúmulo no organismo pode causar deficiência mental.

Hipotireoidismo congênito

Esse tipo de hipotireoidismo é causado insuficiência do hormônio da tireoide. A ausência de tiroxina pode causar retardo mental e comprometimento do desenvolvimento físico.

HAC – Hiperplasia adrenal congênita

É uma doença genética, em que as duas glândulas que são localizadas em cima dos rins (suprarrenais), não funcionam corretamente, o que acaba prejudicando a produção de hormônios essenciais para o corpo, como o cortisol e a aldosterona.

Deficiência de biotinidase

É uma doença genética, quando o organismo não é capaz de obter a enzima biotinidase e acaba impedindo que os alimentos sejam processados ou metabolizados pelo organismo.

Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias

É uma doença hereditária (que passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, que dificulta a circulação, podendo afetar quase todos os órgãos. Pode causar anemia, atraso no crescimento e dores e infecções generalizadas.

Vimos o como o teste do pezinho é um exame muito importante para a criança assim como diversos outros, em especial nos primeiros dias de vida. Por isso, é muito importante se informar durante a gravidez e tirar todas as dúvidas com seu obstetra.

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