Por Dra. Marianna Lima – Endocrinologista

O dia 08 de agosto é reconhecido como o Dia Nacional de Combate ao Colesterol e pela proximidade desta data, não poderíamos deixar de alertá-los sobre os riscos dessa doença.

A dislipidemia é uma doença caracterizada pela presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) no sangue. Colesterol e triglicérides estão incluídos nessas gorduras, que são importantes para que o corpo funcione.

No entanto, quando em excesso, aumentam o risco de infarto e derrame, pois acabam se depositando na parede das artérias, diminuindo seu diâmetro e a passagem de sangue pelo local, podendo chegar até a entupir a artéria.

Neste texto, vou falar um pouco mais sobre a dislipidemia. Vamos lá!

Quais os riscos da Dislipidemia?

Devemos lembrar que essa obstrução pode ocorrer em qualquer artéria do nosso organismo, não apenas no coração e cérebro.

Todos os nossos órgãos podem sofrer com a falta de sangue e apresentar, além de infarto e AVC, impotência sexual (sexo masculino), insuficiência renal e doença arterial periférica, que é a obstrução das artérias das pernas, provocando dor e risco de amputação.

Pode ser primária (distúrbio genético) ou secundária, decorrente de estilo de vida inadequado como falta de atividade física, alimentação rica em gorduras, carboidratos, ingestão de bebidas alcoólicas, doenças e uso de determinados medicamentos.

Quando investigar a possibilidade de dislipidemia?

Todos os adultos e crianças acima de 10 anos devem dosar o colesterol e suas frações pelo menos uma vez.

Entre 2  e 10 anos, apenas em situações de alto risco, como história familiar e/ou sinais de colesterol elevado ao exame físico. Se elevados, deve-se consultar um endocrinologista para definir o risco cardiovascular individual e planejar um tratamento adequado.

Sintomas da Dislipidemia

De modo geral, a dislipidemia não apresenta sintomas, sendo detectada apenas em seus estágios mais avançados.

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Mas quando surgem, costumam ser um forte sinal de alerta para o pacientes. Os sintomas podem variar desde uma forte angina, uma sensação de aperto, pressão, peso ou dor no peito, até infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência vascular periférica.

Essas situações são todas graves e potencialmente causadoras de morbidade, podendo diminuir sensivelmente a qualidade de vida ou mesmo causar a morte.

É fundamental destacar que apenas uma avaliação clínica por meio de exames de sangue permite detectar as anomalias nos níveis lipídicos antes do surgimento de qualquer sintoma.

Por isso, todos os pacientes que estão dentro da classificação da Diretriz Brasileira de Dislipidemias devem se precaver e realizar exames de rotina para obter o diagnóstico precoce.

A diretriz se baseia em critérios da Sociedade Brasileira de Cardiologia e teve sua mais recente atualização em 2017.

Quais alterações podemos encontrar no exame de sangue?

Ao realizar um exame de sangue existem algumas alterações que precisam ser levadas em consideração. As alterações do perfil lipídico incluem: colesterol total alto, triglicerídeos (TG) altos, HDL baixo (colesterol bom) e níveis elevados de LDL (colesterol ruim).

Como tratar a Dislipidemia?

O estilo de vida é muito importante na redução do risco de infarto e AVC.

Atividade física aeróbica regular, evitar comer alimentos com gordura saturada/trans, limitar o consumo de açúcares refinados, parar de fumar são medidas importantes a serem seguidas.

Os alimentos que mais aumentam o colesterol são chocolate, pães recheados, bacon, a pele da carne das aves, creme de leite, nata, frituras, salsichas, embutidos, alimentos com consistência crocante (nuggets, croissants, tortas), bolos industrializados, margarinas duras e alguns alimentos produzidos em redes de fast-food.

O tratamento do colesterol deve ser preventivo e para a vida toda com o objetivo de reduzir o risco de problemas cardiovasculares. Não adianta tratar por um período e depois abandonar.

Na verdade, não se busca uma cura, e sim um controle que pode ser feito por meio de medidas de estilo de vida e/ou medicamentos. Há casos de alterações no colesterol em que não há indicação de medicamentos, nesses, ficamos com modificação alimentar e atividade física.

Para os pacientes que não conseguem atingir a meta de colesterol e triglicérides desejada apenas com dieta e atividade física, pode ser necessário a utilização de medicações, como estatinas e fibratos.

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